A Universidade dos Açores acolhe entre 14 e 16 de setembro o 44º encontro anual da European Culture Collections' Organisation (ECCO), uma rede europeia dedicada à preservação e investigação de recursos microbianos. O evento reúne investigadores, curadores e especialistas de colecções microbianas de vários países europeus para discutir avanços e desafios na área.
A organização local está a cargo do CIBIO-Açores, através do Banco de Algas e Cianobactérias dos Açores (BACA). Este ano o programa centra-se no tema «Integrative OMICS for a Changing Planet: New Frontiers in Taxonomy, Ecology and Biotechnology», explorando abordagens integradas para compreender a biodiversidade, evolução, ecologia e potencial biotecnológico dos microrganismos.
O programa inclui conferências de investigadores de instituições europeias de referência. Chris Bowler, do Institut de Biologie de l'École Normale Supérieure em Paris, apresenta estudos sobre oceanografia. Pedro Leão, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental no Porto, abordará descobertas de compostos enzimáticos associados a cianobactérias.
O encontro prevê ainda uma visita ao complexo vulcânico das Furnas, onde os participantes observarão comunidades microbianas em ambientes termais extremos, e uma passagem pela zona da Chã das Caldeiras e Gorreana. Tanja Kostic, do Austrian Institute of Technology, encerra o programa com uma conferência sobre desafios na gestão de biobancos.
O Banco de Algas dos Açores, criado em 2018 e instalado na Universidade dos Açores, conserva 768 estirpes de microalgas e cianobactérias de ambientes variados das nove ilhas açorianas. É membro da World Federation for Culture Collections e coloca os Açores no mapa da investigação microbiológica europeia.
