O município de Bragança iniciou o programa «Viver as Muralhas», uma estratégia integrada para valorizar o Castelo e a Cidadela e criar uma dinâmica renovada em torno destes espaços patrimoniais e turísticos. Segundo a presidente da câmara, Isabel Ferreira, a iniciativa abrange várias áreas de intervenção: circulação automóvel e estacionamento, mobilidade, espaço público, acolhimento turístico, atividade económica e programação cultural.
O programa inicia-se com a criação de um grupo de trabalho que fará um levantamento das necessidades e preparará medidas a implementar a curto e médio prazo. Uma das ambições principais passa por transformar a Cidadela num espaço onde os visitantes permaneçam mais tempo, descobrindo não apenas o Castelo, mas também outros equipamentos culturais e a oferta turística e económica de Bragança.
A reorganização do trânsito e estacionamento é considerada prioritária. O plano prevê reduzir a pressão automóvel no interior das muralhas, mantendo os acessos necessários aos residentes, serviços e emergências. Uma das soluções em estudo passa por reconverter parte do Parque de Autocaravanas da costa sul para estacionamento de visitantes, mantendo o primeiro patamar dedicado aos serviços de autocaravanas.
A mobilidade entre o Castelo e o resto da cidade será reforçada através de soluções diversificadas. Além do Comboio Turístico já existente, o município admite disponibilizar tuk-tuks elétricos, miniautocarros ou outros veículos silenciosos. A criação de um Posto de Turismo no Castelo integra também o programa, respondendo a uma necessidade frequentemente apontada pelos munícipes.
Os espaços públicos serão alvo de melhorias, incluindo intervenções em jardins, mobiliário urbano, iluminação, pavimentos e sinalética. A município destacou a necessidade de intervenção nos jardins mais próximos do Castelo, que atualmente carecem de melhorias estéticas e paisagísticas.
O programa contempla ainda a dinamização económica da Cidadela através de um mercado regular de artesanato e produtos locais, preparado em articulação com artesãos, produtores e associações do concelho. O «Viver as Muralhas» articula-se com intervenções já em curso, nomeadamente a reabilitação de seis edifícios na Cidadela, num investimento de 860 mil euros financiado pelo programa Norte 2030. O município espera concretizar algumas iniciativas já na primavera seguinte.
