Vila do Conde captou mais de 150 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Entre os 17 municípios da Área Metropolitana do Porto, é o quinto com maior capacidade de captação de fundos. A nível nacional ocupa o 28.º lugar e, entre os municípios do Continente, o 25.º. O financiamento chegou a áreas diversas e a entidades públicas e privadas.
Cerca de 60 milhões de euros corresponderam a investimentos da Câmara Municipal. Na habitação, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, foram 38 milhões: 214 fogos nos empreendimentos Freiras de Santa Clara e Dario Valongueiro, 50 quartos em unidades residenciais em Vilar do Pinheiro e Guilhabreu, e 26 soluções de emergência social através do BNAUT. Foram ainda requalificados os bairros da Junqueira, Labruge, Macieira da Maia, Mosteiró e Dálias.
Na saúde, 4 milhões de euros serviram para construir a nova Unidade de Saúde das Caxinas e requalificar cinco unidades de saúde familiar. Na educação, 7,5 milhões abrangeram a Escola Básica de Vilar do Pinheiro e a EB 2/3 da Ribeirinha. No desporto, 3,5 milhões permitiram intervir nos pavilhões desportivos de Mindelo e da Ribeirinha.
Na cultura, 2,5 milhões de euros financiaram a requalificação da Igreja de Santa Clara e a intervenção nos retábulos da Igreja Matriz. Outros 1,5 milhões foram aplicados em 12 parques infantis e espaços de lazer, na sede do concelho e nas freguesias de Retorta, Guilhabreu, Gião, Vairão e Aveleda.
Na área social, 3 milhões de euros apoiaram novos programas para idosos (PECIS, Entre Mãos e Pedalar sem Idade) e para a população escolar (Andaime, PlenaMente e Vila Marés), além do Radar Social, que identifica situações de vulnerabilidade e facilita o encaminhamento para apoios. Projetos de empresas também fizeram parte do financiamento.
Texto da redação do Guia, por Inês Vilhena.
