O FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos foi inaugurado na quinta-feira, dia 8, numa sessão que contou com o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. O governante defendeu que se incentivem as crianças e os jovens a ler, em vez de recorrerem a resumos gerados por inteligência artificial, e considerou que é preciso lutar por livros feitos por humanos.
Leitão Amaro recordou o papel de Telmo Faria, antigo presidente da Câmara de Óbidos, na criação do festival e na transformação da vila em "capital dos livros", reconhecida em 2015 como Cidade Criativa da Literatura da UNESCO. Referiu também a continuidade dada ao projeto pelos autarcas Humberto Marques e Filipe Daniel.
Filipe Daniel, presidente do município, sublinhou o reconhecimento nacional e internacional que o FÓLIO alcançou e confirmou que a autarquia volta a atribuir vouchers de 20 euros a todos os alunos do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, para compra de livros no festival.
O vereador da Cultura, Ricardo Duque, anunciou a criação do Galardão José Pinho, em homenagem ao mentor do FÓLIO. O prémio destina-se a distinguir personalidades ou instituições com contributo relevante para a literatura, a criação artística, o pensamento e a democratização do acesso à cultura. O primeiro galardoado será Zeferino Coelho, no último dia do festival, numa cerimónia com a presença do Presidente da República, António José Seguro. O vereador lembrou ainda que a entrada no FÓLIO é livre.
Pedro Rodrigues, presidente da Óbidos Criativa, destacou o Plano Estratégico Óbidos Cidade Criativa da Literatura 2025-2035 e a criação do Conselho Estratégico de Literatura e Conhecimento. Intervieram ainda Joana Pinho, curadora do FÓLIO Mais, e Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Fundação INATEL, entidade responsável pela curadoria FOLIA e parceira do festival desde 2016.
Texto da redação do Guia, por Rui Bandeira.
