A Feira Medieval de Canas de Senhorim celebrou a sua 34.ª edição com três dias de imersão na Idade Média. O pregão tradicional de José Artur, que há três décadas marca o início da festa, abriu a celebração com o convite à feira franca, onde visitantes podiam adquirir mercadorias tradicionais, produtos artesanais, comida e bebida. Apesar da linguagem arcaica, a mensagem era clara: havia coisas para comprar, comer, beber e celebrar.
O carácter medieval da festa materializava-se nas ruas através de recriações de cenas de outros tempos. Grupos de guerreiros, cavaleiros montados, personagens em trajes de época e figuras fantásticas desfilaram pela vila numa procissão que fascinava particularmente as crianças. O som contínuo de bombos e gaitas de foles mantinha a atmosfera histórica enquanto artesãos vendiam peças criadas à mão e produtos tradicionais.
Diversos espaços temáticos pontuavam a localidade. Na Fazenda dos Animais, um bufo atraía visitantes curiosos. Pela vila, músicos, vendedores de artesanato e vendedores de comida dispersavam-se, criando uma experiência sensorial completa que prescindia de explicações adicionais.
A Feira Medieval consolidou-se como tradição ao longo das três décadas e meia. Alguns visitantes regressam ano após ano, trazendo agora os filhos; outros descobrem a festa pela primeira vez. A mistura de pregões, artesanato manual, música tradicional, aromas de comida e movimento contínuo consegue transportar temporariamente quem participa para uma época diferente.
Texto da redação do Guia, por Rui Bandeira.
