Os volumes de água distribuída pela rede pública variam significativamente entre os municípios do Alto Minho. Desde o início do século, a região aumentou a quantidade de água fornecida, mas dados mais recentes indicam inversão dessa tendência, com diversos municípios a registarem descidas.
Monção é o exemplo mais notório de crescimento. Em 2001, distribuía 400 mil metros cúbicos de água. Dez anos depois, o volume tinha escalado para 860 mil, subindo novamente para 962 mil em 2021. Em 2023, atingiu o pico de 1,171 milhões de metros cúbicos, quase triplicando o volume inicial. Ponte de Lima praticamente duplicou o volume entre 2001 (755 mil metros cúbicos) e 2011 (1,439 milhões), atingindo o máximo em 2021 com 1,936 milhões, antes de recuar para 1,619 milhões em 2023. Viana do Castelo tem os maiores volumes absolutos, mas apresenta tendência inversa: após atingir o pico de 5,206 milhões em 2011, desceu para 4,082 milhões em 2023. Ponte da Barca duplicou o volume distribuído entre 2001 (291 mil) e 2023 (692 mil), enquanto Valença registou flutuações, passando de 730 mil em 2001 para 716 mil em 2023.
A Águas do Alto Minho (AdAM), empresa criada há sete anos, gere o abastecimento de água e saneamento. Desde a sua fundação, a rede de abastecimento passou de 91,8% de cobertura para 96,6%, com conformidade de qualidade a atingir 99,5% e conformidade de água residual tratada a subir de 75% para 99,4%. A empresa fornece 200 mil serviços diários a mais de 114 mil clientes de abastecimento e cerca de 82 mil clientes de saneamento, gerindo uma rede de aproximadamente 5.800 quilómetros de infraestruturas.
Para o período 2019-2049, está previsto um investimento de 271 milhões de euros em reabilitação, renovação e substituição da rede, construção de novas infraestruturas e manutenção. Note-se que Melgaço, Monção e Ponte da Barca mantêm a gestão da água municipal, não delegada à AdAM.
Fonte: Notícias de Viana. Texto da redação do Guia, por Inês Vilhena.
