Autoridades de saúde do Alto Minho emitiram um alerta sobre a presença do mosquito-tigre asiático (Aedes albopictus) na região. Até à data, não há confirmação de transmissão de doenças no território, mas as entidades alertam que a colaboração da comunidade é essencial para evitar que a população da espécie invasora cresça sem controlo.
O mosquito-tigre é mais escuro que o mosquito comum, com riscas brancas na cabeça, tórax e patas. Distingue-se ainda por voar a baixa altitude próximo de recipientes com água. Pode transmitir doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya.
As medidas recomendadas incluem esvaziar e limpar recipientes como vasos, pratos, baldes, bebedouros e bidões, remover pneus e objetos abandonados no exterior, e manter desobstruídos caleiras, ralos e sistemas de drenagem. Igualmente, renovar semanalmente a água de recipientes que não possam ser removidos, colocar areia fina nos pratos das plantas, tratar adequadamente piscinas e cortar regularmente a vegetação dos jardins.
Para evitar picadas, aconselha-se a instalação de redes mosquiteiras nas janelas e portas, uso de repelentes e vestuário claro e largo durante os períodos de maior atividade do inseto. A população é incentivada a ajudar na localização do mosquito enviando fotografias através da aplicação Mosquito Alert ou por correio eletrónico (cesp@dgs.min-saude.pt).
Caso apareçam sintomas como febre elevada, dores de cabeça ou articulares intensas, eruções cutâneas ou hemorragias, aconselha-se contactar a Linha SNS 24 no número 808 24 24 24.
Fonte: Alto Minho TV. Texto da redação do Guia, por Marta Leal.
