O Município de Bragança, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Universidade Politécnica de Bragança assinaram na segunda-feira um protocolo de colaboração técnica e científica para a reabilitação e valorização do Rio Fervença. A iniciativa visa melhorar a qualidade da água e restaurar as condições ambientais do rio na área urbana.
Ao longo do troço urbano foram identificados vários problemas: acumulação de sedimentos, reduzida circulação e oxigenação da água em certos locais, erosão das margens, degradação da vegetação ribeirinha e presença de espécies invasoras. O projeto contempla limpeza do leito, remoção de sedimentos e resíduos, recuperação da vegetação ribeirinha, estabilização e renaturalização das margens, e controlo de espécies invasoras. Está prevista também a melhoria da circulação e oxigenação da água através de equipamento específico.
A intervenção abrangerá cerca de 3,7 quilómetros do Rio Fervença, numa área aproximada de 15,8 hectares. O projeto integra a Zona Polis, o Campus da Universidade Politécnica de Bragança e o futuro Parque Verde da Coxa. A autarca Isabel Ferreira destacou que o Parque Verde da Coxa é uma das prioridades no Quadro Prioritário de Investimentos e será alvo de candidatura a fundos comunitários através do FEDER, para criar percursos verdes ao longo do rio e reabilitar todas as suas margens. Sublinou também que, através do projeto, terrenos até agora inacessíveis passarão a ser domínio público.
O investimento global estimado é superior a 4,8 milhões de euros, distribuído por três fases. Para a Zona Polis 1 estão destinados 800 mil euros, para o troço do Campus 400 mil euros, e para o Parque Verde da Coxa mais de 3,6 milhões de euros. A APA contribuirá com um milhão de euros especificamente para a intervenção na Zona Polis.
A Universidade Politécnica de Bragança assumirá a monitorização científica do projeto. No troço do Campus, serão instalados um passadiço em materiais sustentáveis e um pequeno percurso de acesso, com refúgios biológicos, tornando o rio mais acessível à população.
A autarca não se comprometeu com prazos concretos, indicando que a execução depende da participação de empresas e da não ocorrência de processos desertos.
