A Câmara Municipal de Guimarães apresentou um estudo da Universidade do Minho que passa a constituir a base da nova estratégia económica do concelho. O documento, da autoria dos professores Francisco Carballo-Cruz e João Cerejeira, foi encomendado pelo município e apresentado na conferência "Guimarães: Economia, Competitividade e Transição Verde", promovida pelo Expresso e pela SIC Notícias, no Laboratório da Paisagem.
O diagnóstico traçado no estudo aponta uma base económica sólida, sustentada por uma indústria transformadora que representa cerca de 43% do emprego no concelho e por exportações próximas dos 1,5 mil milhões de euros por ano. Apesar deste desempenho exportador, a produtividade mantém-se abaixo da média nacional e o salário médio dos trabalhadores do concelho corresponde a 82% da média do país.
O estudo identifica ainda o que o presidente da câmara, Ricardo Araújo, descreveu como um "paradoxo do conhecimento": Guimarães tem uma capacidade científica e tecnológica relevante, mas ainda não consegue converter esse conhecimento em produtos, empresas, patentes e melhores salários com a intensidade desejada.
Com base neste diagnóstico, o município prepara um Pacto para a Inovação, a desenvolver com a Universidade do Minho, o IPCA e outras entidades de investigação, e vai criar uma Agência para o Desenvolvimento Económico dedicada a captar investimento externo e a apoiar a transformação das empresas já instaladas no território. Uma nova unidade municipal arranca a 1 de outubro como primeiro passo para essa futura agência.
A estratégia articula-se também com a transição verde, no ano em que Guimarães detém o título de Capital Verde Europeia. Nesse contexto foi apresentada a Green Academy, do Laboratório da Paisagem, destinada a apoiar as empresas na transição energética e ambiental, com um primeiro bootcamp previsto para 22 de outubro.
