A Câmara Municipal de Fornos de Algodres pediu para ser abrangida pela situação de calamidade, depois de as tempestades do inverno terem causado prejuízos que ascendem, no mínimo, a 3,5 milhões de euros. O presidente do município, Alexandre Lote (PS), sublinhou que a avaliação dos danos ainda não estava concluída e que o valor final deverá ser superior.
Entre as infraestruturas afetadas contam-se o pavilhão municipal, cuja cobertura ficou praticamente destruída, os Paços do Concelho, o museu, a biblioteca, a residência de estudantes, o estádio municipal, o centro escolar e equipamentos da zona ribeirinha. Cerca de 20 moradores do bairro do Ténis tiveram de ser realojados por razões de segurança das habitações.
O autarca lembrou que o concelho não dispõe de capacidade financeira para fazer face aos estragos por meios próprios e que está impedido de recorrer à banca por se encontrar abrangido pelo Fundo de Apoio Municipal (FAM). O município reivindicava um tratamento equivalente ao dos 22 concelhos já incluídos no decreto de calamidade de janeiro. Uma proposta parlamentar da deputada Aida Carvalho para integrar Fornos de Algodres no apoio à reconstrução acabou chumbada, com o voto contra do PSD e a abstenção do Chega.
Com base em informação do Diário de Viseu, via Diário de Viseu.
