A construção da Barragem de Girabolhos, no Alto Mondego, continua a dividir posições. Associações ambientalistas como a Quercus, o Geota e a Zero consideram o aproveitamento hidroelétrico um erro estratégico para o Mondego e para o país, alertando que as suas preocupações têm ficado sem resposta no debate público.
Do lado das autarquias, os autarcas dos cinco concelhos abrangidos — Fornos de Algodres, Gouveia, Seia, Mangualde e Nelas — pedem contrapartidas concretas em troca do impacto do empreendimento. Entre as reivindicações estão a construção dos itinerários complementares IC7, IC37 e IC12, a melhoria do acesso a água potável para as populações, a salvaguarda e valorização ambiental do rio Mondego e a criação de uma comissão de acompanhamento que envolva os municípios, as autoridades ambientais e as partes interessadas.
Fornos de Algodres defendeu, em particular, medidas concretas de proteção e valorização do rio Mondego, no sentido de transformar a obra numa grande operação de reabilitação ambiental. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, garantiu que as contrapartidas ficarão asseguradas através de um modelo de gestão conjunta.
Com base em informação do Jornal o Interior, via O Interior.
