A XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira está patente até 30 de dezembro, sob o mote “Territórios sem Fronteira”. Inaugurada a 18 de julho, a edição propõe uma reflexão sobre a fronteira enquanto construção geográfica, social, mental e simbólica, partindo da condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira e da sua ligação à Galiza.
O núcleo central reúne a exposição das obras selecionadas no Concurso Internacional, aberto a artistas de várias geografias, e a mostra “¿De qué casa eres?”, com curadoria de Mafalda Santos e Manuel Santos Maia, que coloca em diálogo obras contemporâneas com peças da Coleção do Museu Bienal de Cerveira em torno da pertença, da deslocação e da identidade. A edição integra ainda “Luso Lunar”, exposição de homenagem a Silvestre Pestana.
A programação articula a escala local com uma forte dimensão internacional através dos ciclos Transbordo — dedicado às cidades convidadas de Santiago de Compostela e Luanda — e A-SALTO, desenvolvido por curadores convidados a partir da coleção do museu. Juntam-se laboratórios de cidadania, investigação académica, um ciclo de conferências internacionais e um programa de residências artísticas e de participação comunitária construído com as freguesias do concelho.
Criada em 1978, a Bienal de Cerveira afirma-se há quase meio século como um lugar de encontro entre artistas, territórios e comunidades, promovendo a criação contemporânea e a descentralização cultural em Portugal. via A Aurora do Lima.
