O Governo Regional dos Açores apresentou a candidatura dos saberes e práticas de tocar viola da terra ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. O anúncio foi feito numa cerimónia na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo.
A Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, descreveu a viola da terra como um elemento identitário dos Açores, referindo que existe um forte sentimento de açorianidade associado ao instrumento. A responsável sublinhou que a candidatura resulta de um trabalho de salvaguarda duradouro, apesar de enfrentar exigências burocráticas complexas.
Até ao presente, o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial dos Açores registava apenas duas inscrições: as danças, bailinhos e comédias do Carnaval da ilha Terceira e os Romeiros de São Miguel. O Governo Regional desenvolve actualmente novos projectos para aumentar a presença patrimonial açoriana, incluindo a candidatura da Procissão do Senhor dos Terceiros, em Ribeira Grande; os Saberes e Técnicas tradicionais da certificação do Queijo São Jorge DOP, em colaboração com as Câmaras Municipais de Velas e da Calheta; e as Cavalhadas de Ribeira Grande.
Sofia Ribeiro afirmou que estas expressões patrimoniais têm relevância não apenas regional, mas também nacional e potencial internacional. O Governo Regional prepara ainda um currículo regional para o ensino da viola da terra ao nível do ensino artístico secundário, que será submetido a consulta pública, como forma de garantir a transmissão desta prática às gerações futuras.
