A exposição Molduras do Invisível foi inaugurada a 25 de outubro na Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, reunindo doze fotografias de Luís Medeira com doze poemas inéditos de Nero.
A mostra propõe um diálogo entre imagem e palavra. Os poemas não explicam as fotografias, mas ampliam os seus significados, convidando quem a visita a reconhecer as marcas do tempo e as histórias que permanecem nos lugares do concelho.
Luís Medeira, natural de Pêra e residente em Silves, trabalha na fotografia artística há anos, enquanto Nero é o pseudónimo literário de Roberto Filipe Assis Simões, poeta e professor de Português e Literatura Portuguesa. Tem publicados três livros: Oceano — O Reino das Águas (2021), Telúria (2023) e Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe (2025).
A inauguração integrou as comemorações do 29.º aniversário da Casa-Museu e contou com leituras dos poemas e a apresentação de um minidocumentário sobre o processo criativo. Alguns dos textos criados para a mostra despertaram interesse internacional e foram já traduzidos para espanhol para publicação em revista literária mexicana.
A exposição está patente até 31 de dezembro na Casa-Museu João de Deus.
Texto da redação do Guia, por Rui Bandeira.
