Uma petição pública que pede a criação de um Centro Oncológico Regional para a Beira Interior ultrapassou as 3700 assinaturas. A iniciativa foi lançada a 19 de agosto, data que assinala o aniversário da primeira sessão de quimioterapia da promotora, que enfrentou três cancros nos últimos cinco anos e viu o filho enfrentar também a doença.
A petição já cumpriu duas etapas: as mil assinaturas que garantem a publicação no Diário da Assembleia da República e a audição perante a comissão parlamentar competente, e as 2500 que obrigam a um debate nessa mesma comissão. O novo objetivo são as 7500 assinaturas, número que dá direito a debate em Plenário, com a participação de todos os grupos parlamentares. Está também já garantido o direito a que uma delegação de dez pessoas represente a petição na Assembleia da República, delegação que a promotora defende dever incluir os presidentes de câmara da região.
Como solução intermédia, foi ainda apresentado à Câmara Municipal do Fundão e à ULS da Cova da Beira um projeto de Gabinete de Apoio ao Doente Oncológico, inspirado em sistemas de acompanhamento personalizado usados noutros países. O gabinete recorreria a voluntariado para acompanhar doentes em consultas difíceis, ajudaria a organizar transporte e alimentação para quem precisa de se deslocar para exames sem condições económicas para tal, e apoiaria na resolução de atrasos de até quatro meses na emissão de atestados multiusos em Coimbra, além de dar a conhecer direitos como o dístico de estacionamento sem incapacidade motora.
Quanto à localização, a promotora aponta o Fundão como primeira opção para o gabinete, junto ao centro de diagnóstico já em construção no concelho, com o Hospital da Cova da Beira ou a Covilhã como alternativas. Fica também por resolver a questão do financiamento, uma vez que o apoio beneficiaria toda a região mas teria de ser assumido, numa primeira fase, por um único município.
