O Monte Calbo e o Castro de Ul foram formalmente registados em processo de classificação junto do Património Cultural, Instituto Público, garantindo a proteção de cada um desses sítios arqueológicos e de uma área de salvaguarda de 50 metros.
O Monte Calbo, localizado na localidade de César, apresenta vestígios de ocupação na Idade do Bronze. Após um fogo florestal em 2014, a plantação de árvores no topo do cabeço permitiu pela primeira vez a recolha de materiais arqueológicos e a perceção da área de dispersão do antigo povoado.
O Castro de Ul, situado numa pequena elevação na confluência dos rios Antuã e Ul, apresenta características de ocupação durante a Idade do Ferro. Embora não apresente o domínio da paisagem característico dos povoados castrejos fortificados, as vertentes íngremes garantem defensabilidade natural. Foram recolhidos utensílios em sílex, lâminas, raspadores e um machado em pedra polida, bem como estruturas de ocupação posterior incluindo uma porta na muralha.
O local apresenta afetação por trabalhos agrícolas e de silvicultura realizados ao longo do tempo, além de construção de habitações numa das encostas. A salvaguarda destes locais representa investimento no conhecimento e identidade da comunidade.
