A primeira edição do Festival Toupeiro encerrou no final de agosto com programação de artes performativas que ocupou ruas, praças e recantos de Óbidos durante todo o mês. O festival funcionou como plataforma de criação e encontro entre artistas emergentes e consagrados, com entrada livre e participação ativa da comunidade local.
A programação incluiu teatro de rua, música, artes visuais, oficinas e projetos multidisciplinares. Entre os artistas convidados figuraram Expresso Transatlântico, Ana Lua Caiano, Mike el Nite, Club Makumba e Paus, assim como Fermín Morà, MC Fois, Ferzza Clown e Mr. Bang. A vertente de DJ incluiu atuações de DJ JOMI, DJ Akur, DJ Santana e VERO, além de intervenções cenográficas na Capela de São Martinho e na Cave do Solar de Santa Maria.
A participação local assumiu papel central. Ateliers como Espaço Ó e Loja Identidade dinamizaram oficinas de máscaras, capoeira, música, tapeçaria e bordado. Integraram ainda as Concertinas de Óbidos, o Rancho da Capeleira, o Rancho Estrelas do Arnóia e os Cavaquinhos das Gaeiras. O projeto "Lugares de Outrora" trouxe ao festival memórias e práticas do território, desenvolvidas nas freguesias de Santa Maria, São Pedro, Sobral da Lagoa, Gaeiras, A-dos-Negros, Olho Marinho, Vau, Amoreira e Usseira.
A vertente expositiva apresentou fotografias de João Porfírio ("Onde é Difícil Ficar"), de Ana Rita Manique ("Óbidos, Convite à Viagem") e "Afinidades Construídas" na Galeria novaOgiva. O festival afirmou-se como iniciativa para aproximar criação artística ao espaço público e população.
O nome inspira-se na história dos "Toupeiros" – designação que se refere à resiliência dos obidenses que, durante cercos medievais, escavavam túneis para assegurar o abastecimento da vila.
