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Castelo medieval sobre o Mondego, ex-líbris do concelho, com entrada livre.
Inaugurado em 1992, este Museu é coordenado pela LACAM – Liga dos Amigos dos Campos do Mondego, que se dedicou à recolha de objetos representativos das vivências e ofícios artesanais até aos anos 60 do século XX (anteriores à mecanização). Trata-se de uma unidade museológica de cariz essencialmente etnográfico, com um espólio considerável composto por 1200 peças, para além de outras peças, cedidas, a título de empréstimo, por vários particulares. A coleção etnográfica diz respeito à agricultura (preparação da terra, cultivo e colheita); pesca fluvial; alimentação; fiação; transportes; ofícios tradicionais (sapateiro, carpintaria, tanoaria, pedreiro, ferreiro); vestuário (de trabalho, festivo e tradicional); vinho; azeite; peças de uso quotidiano; iluminação e brinquedos, objetos de cariz religioso; e outros. Outras coleções: arqueologia – achados de cerâmica e outros na zona do Baixo Mondego, sendo os mais antigos um conjunto de fragmentos de cerâmica da época Campaniense, encontrados na estrada A14 e na zona adstrita ao castro de Santa Eulália; arte sacra – imagens religiosas, da zona do Baixo Mondego; pintura – coleção de pinturas de artistas da região sobre temas dos campos do Mondego; numismática – conjunto de cerca de 250 moedas antigas; cartografia – mapas do Baixo Mondego, do século XVIII e outros recentes da mesma região. Tem ainda um conjunto de documentos, gráficos e textuais, importantes para o estudo de algumas vertentes da vida das comunidades do Baixo Mondego, nomeadamente recortes de jornais antigos sobre a Carapinheira e campos do Mondego, fotografias antigas, coleção de cartazes dos últimos 100 anos das festas locais em honra de Nossa Senhora das Dores.