A aldeia de Vilar de Perdizes, no concelho de Montalegre, acolheu entre 28 e 30 de agosto a 40.ª edição do Congresso de Medicina Popular, um dos acontecimentos mais emblemáticos do concelho e da cultura popular do território. A edição de aniversário teve como mote “Uma tradição de cura”.
O programa reuniu conhecimento popular, tradição e património em torno das plantas medicinais, da saúde, do bem-estar, da espiritualidade e da relação entre o ser humano e a natureza. O arranque, a 28 de agosto, contou com o fundador do congresso, padre António Fontes, com o presidente da Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, Rafael Vilamarim, e com o presidente da União de Freguesias de Vilar de Perdizes e Meixide, João da Silva Araújo. No primeiro dia foi exibido o filme “A Terra dos Últimos Homens”, de Carlos Pires da Silveira, seguido de um debate sobre comunidade, voluntariado e futuro das aldeias.
O sábado começou com um pequeno-almoço no Forno do Povo, acompanhado de uma demonstração da confeção tradicional do pão em forno comunitário, degustação de produtos da terra e animação musical. Ao longo do dia decorreram oficinas, exposições e apresentações de livros, com sessões dedicadas à linguagem das plantas e aos saberes ancestrais. A jornada encerrou com o espetáculo dos Albaluna, uma atuação de fogo e a quadragésima Queimada, esconjurada pelo padre António Fontes com David Carvalho e o elenco da Filandorra — Teatro do Nordeste.
No último dia, a iniciativa gastronómica “Cozinha Barrosã: Hábitos Antigos para Tempos Modernos” juntou reflexão, demonstração culinária e degustação. Houve ainda sessões sobre cosmética natural e bem-estar, uma aula de Biodanza e uma apresentação de livro, antes do encerramento. via Canal Alto Tâmega.
