Kay e Pete Coombes chegaram ao Algarve há cerca de 45 anos, de caravana, vindos do Reino Unido e ainda pouco depois dos 30 anos. Uma conversa com outros estrangeiros durante uma viagem pela região levou-os a saber de uma casa em Monchique, comprada por cerca de 2300 euros.
A propriedade tinha mais de três hectares, ficava no fim de um caminho íngreme na serra e não tinha eletricidade nem ligação telefónica. A Monchique que o casal encontrou no início da década de 1980 pouco tinha a ver com a atual: muitas estradas eram ainda de terra batida, as deslocações a Portimão ou a Lagos demoravam bastante mais e havia poucos estrangeiros na zona. "Era como voltar atrás no tempo", recorda Kay, lembrando a dificuldade em arranjar produtos — até o pão exigia encomenda.
O casal foi construindo vida no concelho. Pete trabalhou como pintor e decorador e Kay ocupou funções comerciais no grupo hoteleiro Pestana e no Alto Golf and Country Club, em Alvor. Já na reforma, voltaram a viajar de caravana, mantendo sempre a casa da serra como ponto de referência. Hoje, aos 78 anos, Kay continua a viver na mesma casa.
Notícia adaptada, via Postal.
