Os agricultores afetados por ataques do lobo-ibérico vão passar a ter uma resposta sobre as indemnizações num prazo máximo de 20 dias úteis. A medida consta de um despacho assinado pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que entra em vigor a 1 de janeiro de 2027.
Segundo o ministro, o despacho prevê ainda apoio aos pastores no preenchimento dos formulários nas plataformas, para que não tenham de conciliar o trabalho no terreno com tarefas burocráticas.
A medida surge depois de, em agosto deste ano, o Governo ter revisto o regime de compensações por danos causados pelo lobo-ibérico, reforçando o valor das indemnizações e passando a abranger também situações de desaparecimento de animais. O ministro considerou essas alterações insuficientes, daí o novo despacho sobre os prazos.
Os atrasos nos pagamentos têm gerado descontentamento entre os agricultores transmontanos, que chegaram a organizar uma manifestação no planalto mirandês para protestar contra a situação.
Questionado sobre as causas dos atrasos, José Manuel Fernandes apontou o preenchimento incorreto de dados e dificuldades de interpretação da legislação por parte de quem avalia os processos no terreno. Referiu ainda uma regra anterior que exigia brinco identificativo para uma cria ser indemnizada, apesar de os animais não nascerem já com essa marcação, e que foi entretanto alterada.
