O Orfeão de Matosinhos e o Orfeu de Bruxelas realizaram, no passado dia 15 de setembro, uma sessão de homenagem ao professor António Cunha e Silva, figura destacada no campo da música, literatura e cultura. A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e o vereador da Cultura, Fernando Rocha, estiveram presentes no reconhecimento público do seu percurso.
Nascido em 1941 em Leça da Palmeira, Cunha e Silva construiu uma carreira marcada pela música e pelo ensino. Diplomado pelo Conservatório de Música do Porto, foi membro da Orquestra Sinfónica do Porto e do Quarteto de Cordas do Porto. Lecionou violino e dirigiu instituições de formação musical: a Academia de Música de Matosinhos, o Conservatório da Maia e o Conservatório da Covilhã. Integrou ainda a Orquestra Gulbenkian em digressões à então União Soviética, à China e à Índia. Recebeu prémios da Fundação Calouste Gulbenkian e da Juventude Musical Portuguesa, além de bolsas do Governo Francês e da Gulbenkian para formação em Bruxelas e Nice.
Durante mais de trinta anos, dedicou-se ao estudo da obra de Óscar da Silva, compositor associado ao saudosismo. Publicou mais de uma dezena de livros, incluindo "A Musicalidade da Pintura" e "Mandar Abrir o Mar", recebendo duas Menções Honrosas no Prémio Dr. Luís Rainha em 2015 e 2019, além do Prémio Literário Cónego Albano Martins de Sousa em 2020. Colaborou com múltiplos títulos da imprensa regional, entre os quais "O Comércio de Leixões", "Matosinhos Hoje" e "O Matosinhense".
A ligação a Matosinhos marcou o seu percurso ao longo de décadas. Em 2013, a Câmara Municipal atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Dourada, reconhecendo o contributo desenvolvido em prol do concelho.
