A Câmara Municipal de Lisboa veio a público denunciar uma vaga de criminalidade que tem afetado a rede de bicicletas partilhadas Gira, gerida pela empresa municipal de mobilidade EMEL. Segundo o município, trata-se de um ciclo de destruição «violento, gratuito e inesperado», que passa pela inutilização de tampas, cabos e sensores eletrónicos das estações.
Desde o início de 2026 foram já registados mais de 700 atos de vandalismo, com a destruição de docas e o furto de bicicletas retiradas à força dos suportes. A autarquia recorda que, entre 2017 e 2025, foram feitas mais de 12 mil reparações de equipamento vandalizado, com prejuízos acumulados a ultrapassar os três milhões de euros; só no atual ciclo de destruição, iniciado no final de 2025, os danos rondam já as várias centenas de milhares de euros.
Apesar do impacto na disponibilidade do serviço, a EMEL garante que a «grande maioria» das bicicletas furtadas é recuperada no próprio dia, graças ao sistema de GPS instalado nos equipamentos. O município apela ao respeito por um serviço público usado diariamente por milhares de lisboetas.
Com base em informação da Câmara Municipal de Lisboa, via CM Lisboa.
