Leiria reuniu esta terça-feira no Teatro José Lúcio da Silva educadores, professores e especialistas para debater o futuro da profissão docente e a inclusão através da arte. No encontro, agora na sua 17.ª edição, foi apresentada a estratégia municipal "Leiria Concelho Educador 2026–2029".
O projeto municipal organiza-se segundo cinco pilares: cuidar, pensar, criar, participar e qualificar. Procura atingir quatro objetivos estratégicos: elevar o sucesso educativo e inclusão, reforçar cultura, artes e criatividade, promover cidadania, sustentabilidade e resiliência, e consolidar capacitação, governação e avaliação. A estratégia resulta de uma ampla consulta à comunidade educativa ao longo do ano letivo anterior.
António Sampaio da Nóvoa, reconhecido especialista em educação e formação de professores, defendeu a revalorização da voz dos docentes e a dimensão colaborativa da profissão, sublinhando a necessidade de preservar a missão humanista dos professores numa era de transformação tecnológica.
Guilherme d'Oliveira Martins, presidente da Associação Yehudi Menuhin Portugal, refletiu sobre o papel da arte na inclusão, enquanto representantes de programas MUS-E de Portugal, Suíça, Bélgica e Espanha partilharam experiências. O encontro evidenciou o contributo de três décadas do programa MUS-E na aprendizagem e integração de grupos em risco.
A programação incluiu o projeto "FILARMONIAS – Música para Todos", onde jovens maioritariamente imigrantes residentes no concelho usam a música como instrumento de integração na comunidade.
