Desde 2022, quando o ciclone Danielle provocou o arrojamento massivo de 440 metros cúbicos de algas na Praia do Carvoeiro, Lagoa tem lutado contra a presença crescente da alga invasora Rugulopteryx okamurae. Esta espécie afecta gravemente os ecossistemas marinhos, a pesca e o turismo na costa portuguesa.
Em 22 de setembro de 2026, foi aprovado o Programa de Ação Nacional para o Controlo da Macroalga Invasora, que estabelece um enquadramento nacional para monitorização, contenção e mitigação de impactos. O Município de Lagoa contribuiu com diversas propostas para este programa, que foram acolhidas.
Três medidas prioritárias defendidas por Lagoa integram agora o plano nacional: uma linha de apoio financeira para os pescadores afectados, a criação de um Observatório Europeu de monitorização científica, e um grupo de coordenação dedicado à valorização da biomassa recolhida como oportunidade económica.
O Município vai testar na prática estas metodologias através de uma ação-piloto que decorre de 28 de setembro a 2 de outubro na Praia do Carvoeiro. Esta ação diferencia-se das recolhas tradicionais, que removem grande quantidade de areia e inutilizam temporariamente a praia. A nova técnica de aspiração e recolha directa das algas na coluna de água permite actuar antes do arrojamento massivo.
O Presidente da Câmara reforçou o compromisso do Município em continuar a trabalhar com o Governo, outras autarquias, instituições de investigação e empresas para salvaguardar os ecossistemas marinhos e a sustentabilidade económica das comunidades ribeirinhas.
