Guimarães está a preparar uma profunda renovação da sua estratégia educativa. A Câmara Municipal anunciou uma nova Carta Educativa e um programa de requalificação das escolas do 1.º ciclo, com início previsto para 2027. A iniciativa será financiada através de uma dotação específica no Orçamento Municipal do próximo ano.
O documento educativo atual foi elaborado em 2006 e já não corresponde adequadamente à realidade demográfica e territorial do concelho. A nova Carta será desenvolvida com participação da comunidade educativa e estabelecerá uma visão de médio e longo prazo para a educação municipal, articulando a escola com o território, a cultura, a ciência e a inovação.
Em paralelo, a Câmara iniciou uma fase piloto de um novo modelo de manutenção e reparação das escolas, implementado em quatro agrupamentos em colaboração com a empresa municipal Vitrus Ambiente. O objetivo é testar uma abordagem mais próxima, rápida e organizada para responder às necessidades quotidianas das instituições de ensino, antes de eventual alargamento a todo o parque escolar.
Uma estratégia integrada articula agora a Educação, Cultura, Artes e Património. O Plano Municipal das Artes, Cultura e Património nas Escolas procura transformar o território do concelho em recurso educativo, promovendo o contacto direto entre alunos, artistas e equipamentos culturais. Os alunos são posicionados não apenas como públicos, mas como participantes e criadores.
Todas as 19 instituições de ensino do concelho integram agora o Plano Nacional das Artes, após uma expansão significativa em 2025-26. O programa Rodopio, que arranca em 21 de setembro como atividade de enriquecimento curricular, alargará as oportunidades artísticas a todos os jardins de infância e escolas do 1.º ciclo da rede pública. O programa integra artes performativas, visuais e tradicionais, diversificando as experiências e aproximando as crianças dos artistas do concelho.
