comunidade28 de setembro de 2026

Guimarães inaugura novo Centro de Recolha de Animais requalificado

O município inaugurou a requalificação do Centro de Recolha Oficial de Animais, com um investimento de mais de 1,3 milhões de euros que duplica a capacidade de acolhimento.

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Guimarães inaugurou, no sábado passado, a requalificação e ampliação do Centro de Recolha Oficial de Animais (CRO), uma intervenção de mais de 1,3 milhões de euros que duplica a capacidade instalada do centro, reforçando a resposta do concelho no bem-estar animal.

A nova infraestrutura conta com mais de mil metros quadrados de área coberta adicional e pode acolher até 124 cães, complementados por cinco parques exteriores. O projeto incluiu novas enfermarias para cães e gatos, espaços de recobro separados e áreas dedicadas aos felídeos com alojamentos interiores e exteriores. Melhorias ao nível de ventilação, temperatura e acústica completam as novas instalações.

Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal, sublinhou que o verdadeiro valor da intervenção reside não no montante investido, mas nas capacidades que cria. Destacou a necessidade de acompanhar o reforço da capacidade com uma mudança de atitude comunitária, enfatizando que é preciso tratar bem os animais e, quando possível, devolvê-los às famílias que possam cuidar deles. A autarquia apelou à comunidade para assumir essa responsabilidade, especialmente no combate ao abandono.

A médica veterinária municipal, Guida Vieira e Brito, salientou que a inauguração marca "o início de uma nova etapa", com a passagem de uma política focada apenas no resgate e alojamento para uma de responsabilidade efetiva pelos animais. O sucesso não se medirá pelas boxes ocupadas, mas pela capacidade de manter vazias — ou seja, de evitar que os animais permaneçam institucionalizados.

A ampliação e requalificação do CRO representam um reforço da resposta municipal e um desafio à comunidade: assumir coletivamente a responsabilidade pela proteção do bem-estar animal, especialmente através do combate ao abandono, uma das principais causas da sobrelotação dos centros de recolha.

Fonte: Câmara Municipal de Guimarães. Texto da redação do Guia, por .