A Câmara Municipal da Guarda aprovou, por unanimidade, a Carta de Compromisso pela candidatura da cidade a Capital Portuguesa da Cultura em 2028. O documento define, em traços gerais, a estratégia e o compromisso político do executivo para um projeto que quer posicionar a Guarda como espaço de criação, participação, identidade e desenvolvimento.
A candidatura desenvolve-se sob o conceito de cidade "guardiã": guardiã da história, da memória e da identidade, mas aberta à modernidade e ao futuro. Um dos eixos estruturantes assenta na condição raiana da Guarda, pelo que o projeto pretende integrar como parceiros os municípios do lado espanhol da fronteira.
O presidente da Câmara, Sérgio Costa, sublinhou que o município está "a fazer o caminho" para poder ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028 e que a candidatura procura demonstrar a vitalidade da cidade e do concelho, bem como a capacidade artística e criativa das suas gentes.
No debate, a vereadora Alexandra Isidro (PSD/CDS/IL) considerou o texto "demasiado genérico", defendendo maior detalhe sobre a identidade local, enquanto o vereador António Monteirinho (PS) questionou o orçamento e os recursos humanos afetos ao processo, recordando a contratação de uma consultoria por cerca de 18 mil euros.
Com base em informação do Jornal O Interior, via O Interior.
