O festival transformou o Lavadouro de Amiosinho num espaço de encontro entre gerações, dedicado à preservação da memória coletiva e ao cruzamento do património local com diferentes formas de expressão artística. A programação incluiu uma recriação etnográfica que recuperou os gestos e saberes tradicionais da lavagem da roupa, enquanto artistas desenvolviam intervenções plásticas em tempo real, com lettering e um mural executado ao vivo.
A manhã foi marcada pela animação musical do Duo Acústico LP, que proporcionou momentos de dança e convivência entre a comunidade. Durante a tarde, o foco deslocou-se para a tradição oral, com sessões de contação de histórias que resgataram narrativas das aldeias através da memória dos participantes. O programa incluiu também um workshop de plantas medicinais, reforçando a ligação entre património, natureza e saberes populares, e a criação de um canteiro comunitário.
Ao final do dia, o teatro de rua do CTEP – Teatro de Poiares trouxe expressão artística às ruas do Amiosinho, e a noite encerrou com uma sessão de observação astronómica. O evento terminou com a partilha do tradicional "Café da Avó", marca da importância atribuída ao encontro intergeracional e à valorização da memória local.
A iniciativa reafirma o papel dos antigos lavadouros enquanto espaços de património material e imaterial, recuperando práticas comunitárias e dando-lhes expressão através da arte e da participação ativa da comunidade.
