Espalhados por Anta, Guetim, Paramos e Silvalde, os tanques e lavadouros públicos do concelho de Espinho resistem na paisagem muito depois de terem deixado de fazer parte da rotina das casas. As máquinas de lavar tomaram conta do trabalho, mas alguns destes espaços continuam a receber quem prefere esfregar à mão.
É o caso de moradores de Anta que, mesmo tendo máquina em casa, mantêm o hábito de levar determinadas peças ao tanque, convencidos de que a roupa lavada à mão fica mais limpa. Durante décadas, foi assim que se tratavam as peças mais sujas: sabão, água corrente e, depois, a roupa estendida na erva ao sol para tirar as nódoas.
Mais do que infraestrutura, estes tanques guardam a memória de um tempo em que lavar roupa era simultaneamente uma necessidade prática e um ponto de encontro da vizinhança. Continuam de pé, com água, e vão sendo usados — cada vez menos, mas ainda.
Informação via Defesa de Espinho.
