Desde 2022 que, todas as quartas-feiras à tarde, o Ecomuseu do Corvo dinamiza a «Hora da Barreta», um workshop gratuito e de frequência livre onde se aprende a fazer a barreta típica da ilha. A iniciativa está aberta a participantes de ambos os géneros e já passou por mulheres, crianças e homens, incluindo alunos e professores da escola local.
«É uma hora, à quarta-feira, em que as pessoas interessadas em aprender a fazer a barreta típica do Corvo se reúnem nas nossas instalações e, num ambiente descontraído, aprendem connosco a fazer a barreta típica», explicou a diretora do Ecomuseu, Deolinda Estêvão. O saber foi transmitido ao museu por Rosa Mariana, habitante da ilha cuja mãe é considerada a grande responsável pela manutenção da tradição. Hoje é Patrícia Pacheco, colaboradora do Ecomuseu, quem dá as aulas.
A barreta corvina começou a ser feita por homens no século XIX, é tradicionalmente azul e branca — embora hoje se façam também noutras cores — e leva cerca de 24 horas de trabalho com cinco agulhas. Neste momento são cinco as artesãs que a produzem na ilha. Certificada pela marca coletiva «Artesanato dos Açores» desde 2019, é uma das recordações mais procuradas por quem visita o Corvo.
«Ela é exclusiva» e «vai para todo o mundo», sublinha Deolinda Estêvão, lembrando que o objetivo do Ecomuseu é replicar este saber junto das novas gerações para que se mantenha vivo. … via Açores 9.
