A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, participou no CIMI360 – Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, que decorreu no Rio de Janeiro. Durante o congresso, a autarca foi oradora num painel dedicado à utilização de imóveis públicos em situações de desastre e defendeu que a gestão do património público deve assumir um papel estratégico na preparação e resposta das cidades a crises e calamidades.
Na sua intervenção, Abrunhosa argumentou que os edifícios públicos transcendem a função de abrigos temporários. São infra-estruturas de segurança colectiva e instrumentos de protecção social. Defendeu que a resiliência deve deixar de ser uma política sectorial e passar a ser um princípio estruturante de toda a acção pública, abrangendo desde a prevenção e preparação dos territórios até à resposta a emergências e subsequente reconstrução.
A autarca reafirmou o papel determinante dos municípios enquanto primeira linha de resposta, dada à proximidade aos territórios e às populações. Sublinhou que a articulação entre protecção civil, forças de segurança, serviços de saúde e sociedade civil é fundamental em situações de crise. Considerou também que a informação rigorosa é um recurso tão crítico quanto a água ou a energia, e apontou a transparência na comunicação com as populações como determinante para preservar a confiança dos cidadãos.
Coimbra tem sido confrontada com desafios climáticos significativos, nomeadamente com as tempestades de Fevereiro e o risco recorrente de cheias do Mondego. A presidente da Câmara defendeu que a reabilitação do património municipal deve ter em conta a utilização estratégica dos edifícios em situações de emergência. Considerou ainda que a adaptação às alterações climáticas e a relação das cidades com os rios devem estar integradas no planeamento urbano.
Ao término da participação no CIMI360, a Câmara de Coimbra e a organização do evento assinaram um acordo de cooperação válido inicialmente por dois anos e com possibilidade de renovação. O acordo não prevê compromissos financeiros directos e visa promover a cooperação externa, a atracção de investimento e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas do sector imobiliário e da transformação urbana.
