Na Fajã dos Vimes, o café cresce entre o mar, as árvores de fruto e o incenso. É um microclima pouco comum, e a família Nunes aproveita-o há quase 50 anos.
A história começou com a compra do terreno onde a família construiu casa, há 48 anos. «Quando nós comprámos o terreno tinha lá plantas de café, fomos apanhando o café para o consumo próprio», conta Alzira Nunes, uma das responsáveis do Café Nunes. Foi o entusiasmo do marido que deu outra dimensão à produção.
Mais tarde, quando decidiram construir um edifício para a arte da tecelagem, profissão a que Alzira continua ligada, surgiu também a ideia de abrir um bar. «Não havia nada na Fajã dos Vimes e nós pensámos: vamos abrir e começar a servir o próprio café que produzimos», recorda.
A produção foi crescendo, a família recuperou terrenos que tinham pertencido aos avós e aos pais e hoje conta com mais de 1500 plantas de café, que alimentam a produção familiar e abastecem o bar. Industrializar não está nos planos: «não é coisa de se industrializar, nem temos espaço para as máquinas», diz Alzira Nunes, explicando que as máquinas são caras e não compensam.
Fonte: Diário dos Açores. Texto da redação do Guia, por Inês Vilhena.
