O presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena alertou para a demora na conclusão do plano especial de ordenamento da albufeira de Daivões, que deveria estar terminado em abril de 2025. A falta deste plano está a bloquear a concretização de vários investimentos turísticos na área, deixando promotores e a autarquia numa situação de impasse.
O plano é essencial para definir as regras de utilização da albufeira e os moldes em que os investimentos podem ser desenvolvidos. Sem ele, a câmara não consegue prosseguir com licenciamentos nas diferentes áreas, desde projetos turísticos até à reconstrução de habitações. A demora tem causado prejuízos significativos e representa um entrave ao desenvolvimento do concelho, que regista crescente interesse no turismo de natureza.
A barragem de Daivões entrou em exploração comercial em 2022 e é parte do Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Em abril de 2025, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Iberdrola assinaram um protocolo de financiamento do plano, com um compromisso de até 500 mil euros. Na altura, o presidente da APA indicou que o documento deveria estar pronto num prazo de um ano.
A câmara planeia a construção de um cais fluvial na albufeira para potenciar o seu aproveitamento turístico. O concelho contribuiu significativamente para este projeto, com 49 famílias que perderam as suas casas e terrenos agrícolas no processo de construção da barragem.
