A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria revelou, na terça-feira, dia 8, que cerca de cem empresas da região com candidaturas elegíveis à Linha Reindustrializar ficaram sem apoio para a recuperação dos danos causados pela tempestade Kristin, depois de a verba disponível se ter esgotado.
O presidente da CIM, Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, considerou fundamental que estas candidaturas sejam aprovadas e defendeu um reforço financeiro da linha de apoio, apelando ao ministro da Economia e ao Banco Português de Fomento para o concretizarem. As empresas pertencem a diversos sectores de atividade e localizam-se sobretudo em Leiria e na Marinha Grande, ainda que outros concelhos da região tenham empresas na mesma situação.
Questionado sobre o risco de sobrevivência destas empresas sem apoio, Jorge Vala falou em "recuperação e resiliência", referindo que algumas têm investimentos em curso financiados por via bancária ou por tesouraria própria, mas que as mais fragilizadas, com paragens mais longas, podem ver comprometida a sua continuidade.
Em comunicado, a CIM manifestou "profunda preocupação" com as decisões tomadas na Linha Reindustrializar – Regiões de Calamidade e Contingência, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência e gerida pelo Banco Português de Fomento. Contactos com o banco confirmaram que a procura elevada esgotou a dotação disponível, impedindo o apoio a um número significativo de investimentos elegíveis.
A CIM sinalizou ainda candidaturas penalizadas por não apresentarem uma declaração comprovativa de danos, falta que não é da responsabilidade das empresas, mas do facto de algumas autarquias não emitirem esse tipo de documento. A Região de Leiria pede uma resposta transparente e proporcional à procura registada, que garanta que os fundos chegam aos investimentos com mérito reconhecido.
