Os Utentes de Saúde do Samouco promoveram, no passado dia 8 de setembro, uma concentração pública em defesa dos cuidados de saúde de proximidade, junto ao Centro de Saúde de Alcochete, na Rua Capitão Salgueiro Maia. A iniciativa teve como motivo principal a falta de médicos de família na freguesia.
Segundo os promotores, a Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho não deu resposta aos pedidos de reunião apresentados desde junho, apesar de várias insistências formais. Os utentes afirmam desconhecer que soluções estão previstas para os problemas identificados na Extensão de Saúde do Samouco.
A população do Samouco enfrenta dificuldades persistentes no acesso aos cuidados de saúde, por falta de médicos, enfermeiros e pessoal administrativo. A situação afecta em particular pessoas idosas, com mobilidade reduzida ou sem transporte próprio. De acordo com os utentes, a extensão de saúde local dispõe de instalações adequadas, mas não tem os profissionais necessários para funcionar com regularidade.
A maioria dos utentes do Samouco está sem médico de família há vários anos, o que dificulta o acompanhamento regular de doentes crónicos, a prevenção da doença, a renovação de medicação e o acesso atempado a consultas.
Antes desta concentração, os utentes já tinham promovido, a 9 de maio, uma Tribuna Pública pela Saúde, seguida de um abaixo-assinado que reuniu, segundo os promotores, centenas de assinaturas.
As reivindicações apresentadas incluem a atribuição de um médico de família com presença regular no Samouco, um enfermeiro de família, a prestação regular de cuidados de enfermagem e o reforço dos recursos humanos da Extensão de Saúde do Samouco.
